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sexta-feira, 12 de junho de 2009

7. Antes de ir embora da Oficina Introdutória...


Uma musiquinha para lembrarem de mim:



Cuida de Mim- Fernando Anitelli- O Teatro Mágico

Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou, você pra mim mostrou
Que eu não sou sozinha nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas viro querubim
Sou da cor do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás se voltar atrás assim como eu.

Busquei quem sou
Você pra mim mostrou
Que eu não estou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.


5. “Dê valor de fato ao que acontece antes...” *

* Longa Jornada- Crombie


Estávamos ansiosos porque parecia que o tempo estava passando e nada do Gestar. Até que enfim, Sandra, a coordenadora do Gestar II na nossa SRE, nos ligou e nos reunimos para planejar a Oficina Introdutória que seria no dia 30/05, manhã e tarde. Nós todos: formadores de Português e Matemática.


Estabelecemos a pauta para o momento da manhã, dividindo as apresentações entre coordenadores regionais e formadores. E, conseguimos realizar esse encontro melhor que planejamos, de forma organizada, dinâmica e objetiva.



Para o segundo momento, que seria à tarde, nos reunimos em outro dia, para planejar. Cristina, Janete, Julimar, e Verônica e eu. Foi ótimo poder contar com elas, trocar idéias, experiências, ansiedades e expectativas.

Então, no sábado à tarde, conhecemos finalmente a nossa turma de cursistas.


Conforme planejado, comecei a Oficina com a apresentação, com a adaptação da dinâmica feita por Tamar, no nosso curso de formação, em que cada um escreve seu nome acompanhado de uma reflexão sobre o trabalho. E a frase mais usada por elas (só tem mulheres na minha turma) foi a clássica: O trabalho dignifica o homem.


Prossegui com a apresentação da metodologia do Gestar II, lendo o Guia Geral juntamente com elas. Lemos as páginas 14 a16, com esclarecimento das dúvidas, assim como as páginas 50 a 52. E para elas, foi muito motivador ler a ementa do programa de Língua Portuguesa (páginas 37 a 39), porque, segundo disseram, o conteúdo proposto para o Gestar II é muito interessante.


Depois disso, hora de conhecer os 19 cadernos do Gestar II! “Quanto livro!”, “Muito pesado!”, “Como vou levar isso para casa?”, foram “as reclamações” gerais. Que logo foram substituídas por: “Que material rico!”, “Gostei demais desse material”, “É, tenho muito que estudar”.


Passado o susto, foi a vez de responder “A” pergunta: Por que começar pela TP3? Depois de explicações feitas, todas foram conferir se era mesmo verdade.

Gostei muito desse primeiro dia nosso. De conhecer “minhas” cursistas. Senti-me feliz por estar participando do Gestar II.


Enfatizei a importância de estarmos juntas. E pedi a elas que encarassem esse tempo, como uma grande oportunidade de compartilharmos. De unirmos a nossas “pequenas” práticas pedagógicas diárias, às vezes tão despercebidas, em uma prática em conjunto. Pedi que sempre pensassem na nossa turma como um time, em que se uma perde a derrota é de todas nós. Então, cada uma é responsável pela vitória da outra.


Fiquei muito preocupada como elas receberiam o Gestar II. Tentei motivá-las a estudar o material, e não só “exigir” isso delas. E foi essa a tarefa para a próxima oficina, além do relatório da Oficina Introdutória.


Uma semana para estudar as Unidades 9 e 10 da TP3. Diante desse curto prazo, não pedi o Avançando na Prática, porque não daria tempo.


Confesso que fiquei apreensiva quando me vi a mais nova da turma. Tantas professoras experientes. Elas confiariam em mim?


Não escondi isso delas. A minha postura é de quem tem muito a aprender. E não quero perder a oportunidade de tirar proveito tudo que elas têm a me oferecer. Muita bagagem!


A tensão diluiu-se gradativamente. Fui bem recebida por elas. E me senti grata por participar daquele grupo tão interessado, preocupado, e querendo continuar na missão para que foram chamadas.


E nasce um risinho no meu rosto ao me lembrar da nossa despedida naquele sábado.

- Eu gostei da professora. Ela é animada, põe a gente pra cima!


Era Carmen.

Era a Carmem?


Ela mesma!


E pensar que eu tive “medo” dela!